Amigos do Bem no Globo Rural: como o cultivo do caju está transformando o sertão
A reportagem especial do Globo Rural mostrou ao Brasil uma realidade que desafia um dos maiores estereótipos sobre o semiárido: a ideia de que a seca impede o desenvolvimento. No sertão de Pernambuco, o cultivo do caju vem demonstrando que, quando conhecimento técnico, acesso à água e geração de oportunidades caminham juntos, é possível transformar vidas.
O projeto apresentado na reportagem é desenvolvido pelos Amigos do Bem e representa muito mais do que uma iniciativa agrícola. Mais do que produzir alimentos, a iniciativa demonstra como a geração de oportunidades pode transformar comunidades e romper o ciclo da pobreza de forma sustentável. O caju tornou-se um instrumento para gerar trabalho, renda e autonomia, permitindo que centenas de famílias construam um futuro com mais dignidade em suas próprias comunidades.
Essa transformação reflete a visão de Alcione Albanesi, fundadora dos Amigos do Bem e liderança da agenda do ODS 1 – Erradicação da Pobreza no Pacto Global da ONU – Rede Brasil. Para ela, combater a pobreza exige mais do que atender necessidades imediatas: significa criar oportunidades para que pessoas e comunidades desenvolvam autonomia por meio da educação, do trabalho, do acesso à água e da geração de renda.
O desafio da Caatinga e o início da transformação
No entorno do Parque Nacional do Catimbau, em Buíque (PE), a seca sempre foi um dos principais desafios para quem vive da agricultura. Durante décadas, muitas famílias enfrentaram perdas constantes de produção, segurança alimentar fragilizada e poucas perspectivas de crescimento.
Em busca de uma solução duradoura, os Amigos do Bem recorreram ao conhecimento da Embrapa Agroindústria Tropical para identificar culturas capazes de prosperar nas condições do semiárido. A escolha foi o cajueiro-anão precoce, com variedades como CP 76, BRS 226 e BRS 555, desenvolvidas para oferecer alta produtividade e resistência ao clima da região.
Hoje, o projeto reúne números que demonstram sua dimensão:
- Mais de 100 mil cajueiros plantados;
- 410 hectares de área cultivada;
- Mais de 230 mil mudas distribuídas a pequenos produtores por meio do Projeto Mudas;
- Produção anual de aproximadamente 150 toneladas de castanha.
Como o cultivo do caju gera autonomia
O objetivo do projeto nunca foi apenas produzir castanhas. O cultivo do caju faz parte de um modelo de desenvolvimento que busca romper o ciclo da pobreza por meio da geração de oportunidades. Esse modelo integra diferentes iniciativas que atuam de forma complementar:
- Acesso à água para consumo e produção;
- Agricultura adaptada ao semiárido;
- Beneficiamento da produção;
- Geração de emprego e renda;
- Educação de qualidade;
- Capacitação profissional;
- Fortalecimento da economia local.
A assistência humanitária continua sendo essencial para atender necessidades urgentes. Mas a transformação duradoura acontece quando ela é acompanhada por oportunidades que permitem às pessoas desenvolver autonomia e construir seu próprio futuro. É essa visão que orienta o trabalho dos Amigos do Bem.

Uma fábrica desenhada para gerar oportunidades
Um dos aspectos mais marcantes da reportagem do Globo Rural é a fábrica de beneficiamento das castanhas. Enquanto muitas indústrias buscam reduzir a participação humana por meio da automação, os Amigos do Bem fizeram uma escolha diferente: priorizar a geração de empregos.
Uma operação totalmente automatizada exigiria menos de 20 funcionários. No modelo adotado pela instituição, o beneficiamento manual preserva a qualidade das amêndoas e emprega cerca de 200 moradores do sertão, contribuindo para os aproximadamente 1.800 empregos gerados pelos Amigos do Bem.
Como resume uma das frases mais marcantes do projeto:
“Nós não contratamos pessoas para produzir castanhas; nós produzimos castanhas para contratar pessoas.”
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Mais do que uma decisão produtiva, essa escolha representa uma estratégia de desenvolvimento social. Cada emprego criado fortalece famílias, movimenta a economia local e amplia as oportunidades para que mais pessoas permaneçam em suas comunidades com dignidade. Durante a safra, todos os dias mais de 150 voluntários da própria região participam da colheita, reforçando o sentimento de pertencimento e colaboração que caracteriza o projeto.
O impacto em números
Os resultados mostram que investir em desenvolvimento humano gera impactos concretos e mensuráveis:
- 100 mil cajueiros cultivados;
- 410 hectares de área produtiva;
- 150 toneladas de castanhas produzidas por ano;
- 230 mil mudas distribuídas a pequenos produtores;
- 200 empregos diretos na fábrica de beneficiamento;
- 1.800 empregos gerados pelos Amigos do Bem;
- SROI de 6,45: cada R$ 1 investido gera R$ 6,45 em impacto socioeconômico, segundo estudo do IDIS;
- IDEB de 9,2 nas escolas administradas pelos Amigos do Bem;
- Demonstrações financeiras auditadas de forma independente pela EY (Ernst & Young).
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Por trás desses indicadores existem histórias reais de transformação: agricultores que conquistaram renda estável, mulheres que ingressaram no mercado de trabalho, jovens que chegaram ao ensino superior e famílias que passaram a enxergar novas possibilidades para o futuro.
Muito além do cultivo do caju
A reportagem do Globo Rural mostrou que produzir no semiárido é possível quando conhecimento técnico, inovação e compromisso social caminham juntos. Mais do que uma história sobre agricultura, ela apresenta um modelo de desenvolvimento baseado na construção de autonomia.
É essa visão, defendida por Alcione Albanesi, fundadora dos Amigos do Bem e liderança da agenda do ODS 1 – Erradicação da Pobreza no Pacto Global da ONU – Rede Brasil, que orienta a atuação da instituição há mais de três décadas.
Ao investir em acesso à água, educação, geração de trabalho e fortalecimento da economia local, os Amigos do Bem demonstram que combater a pobreza significa criar oportunidades para que pessoas e comunidades possam construir seu próprio futuro. O caju é o ponto de partida dessa transformação. O verdadeiro resultado são milhares de pessoas que conquistaram autonomia, trabalho, renda e novas perspectivas para o futuro.
Faça parte dessa transformação
O projeto mostrado pelo Globo Rural demonstra que o combate à pobreza vai além da assistência imediata. Quando o acesso à água, à educação, ao trabalho e à geração de renda caminham juntos, comunidades inteiras conquistam autonomia e constroem novas perspectivas de futuro.
Ao apoiar os Amigos do Bem — seja por meio de uma doação ou da compra dos produtos sociais da instituição — você contribui para ampliar esse impacto e levar oportunidades a milhares de famílias do sertão nordestino.
Perguntas frequentes
Onde fica a plantação de caju apresentada pelo Globo Rural?
A fazenda dos Amigos do Bem está localizada no Vale do Catimbau, em Buíque (PE), e reúne cerca de 410 hectares de cultivo de cajueiros adaptados ao semiárido.
Quais variedades de cajueiro são cultivadas?
O projeto utiliza variedades de cajueiro-anão precoce, como CP 76, BRS 226 e BRS 555, selecionadas em parceria com a Embrapa por sua adaptação às condições do semiárido.
Por que os Amigos do Bem priorizam o trabalho manual na fábrica?
Porque o objetivo vai além da produção de castanhas. O beneficiamento manual amplia a geração de empregos, fortalece a economia local e cria oportunidades para centenas de moradores do sertão.
Onde comprar os produtos dos Amigos do Bem?
Você pode adquirir os produtos sociais diretamente pelos canais oficiais da organização. Visite a página de produtos sociais dos Amigos do Bem para fazer suas escolhas. Toda a renda obtida é revertida para projetos de acesso à água, educação, geração de trabalho e desenvolvimento sustentável no sertão nordestino, sendo possível também apoiar a instituição por meio de doações.